Nove máscaras, nove desejos, nove omissões, nove crimes
nove mentiras e nove loucuras.
As dores do meu coração fariam você me dizer a verdade?
Mas você não se importa com ninguém.
Olhe nos meus olhos e olhe para você. Isso não te fará melhor.
É só a imagem, o reconhecimento de pessoas que não sabem nada sobre você e não estarão ao seu lado quando cair.
É apenas questão de opinião, caráter e consciência limpa.
Mas você se acha tão esperto, você está tão certo que você nunca vai errar.
Quisera eu te dizer o quanto vale sua imagem bem vista na praça.
Você sabe o que é ser honesto?
Grande passo seria honestidade consigo mesmo.
Mas não. Para você, o espelho revela somente aquilo que você mostra.
Liberte-se das suas mil imagens tricotadas.
Esqueça a opinião alheia, mais vale uma verdade do que mil mentiras bem contadas.
A maldade é degrau acessível, caminho de pedras é a benevolência.
Sinal de respeito é oferecer a verdade. Crueldade é impor a mentira.
E que sua recompensa venha a cavalo, trazendo flores para mostrar o melhor caminho.
Fragmentos de pensamentos, experiências, sentimentos e emoções. Sem métrica ou regras para que seja o mais livre possível. Fragmentos de vida, pedaços de mim.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
Amizade
Duas amigas conversando:
- Nossa, ontem eu trabalhei tanto! Fiquei em pé o dia todo...
- Eu fiquei o dia todo na faculdade. Tive uma prova de Cálculo ontem. Só não zerei porque acertei o item a da primeira questão.
- Quantas questões tinha a prova?
- 10.
- Toca ai, nós estamos feitas.
- Eu sinto saudades daquele tempo. Daquelas horas que conversávamos sobre o nada a achávamos que a vida era dura. Sinto falta do nível mais baixo de responsabilidade que se pode ter. Sinto falta da sua gargalhada quando fazíamos alguma coisa errada ou quando surgia uma briga idiota por causa de trabalho bobo. Sinto falta daquele "gostar" inocente, aquilo era o máximo que sentíamos pelos garotos. Eu sinto falta de sair a noite, sentar na calçada e ficar comentando sobre as pessoas na rua. - e olhou para a amiga que estava com os olhos cheios d'água.
- Eu também sinto falta. Aquele povo lá do serviço só serve pra falar mal dos que estão trabalhando. É um querendo derrubar o outro, querendo tomar o cargo do outro. Nenhum sinal de harmonia. É tenso.
- Mas agora é vida nova ne?! Nada de tempo pra conversar sobre o nada. Agora é "ralar" de segunda a sexta, das 7:30 da manhã ás 00:00. Sábado? Apenas para estudar as matérias da faculdade. E se sobrar alguns minutinhos, quem sabe pausa para descanso!
- Mas você sabe... eu guardo as nossas conversas comigo, guardo tudo. Desde nossos momentos de depressão aos de maior euforia! E eu vou lembrar pra sempre que eu sempre tinha seu ombro em todos esses momentos.
- Ah é, pilantra? Que eu saiba você sempre teve muito mais que meu ombro. Teve meu abraço, meu alento e até minhas roupas! - E ficaram ali, sentadas na praça, rindo e lembrando de todas aquelas situações que haviam passado juntas.
- Nossa, ontem eu trabalhei tanto! Fiquei em pé o dia todo...
- Eu fiquei o dia todo na faculdade. Tive uma prova de Cálculo ontem. Só não zerei porque acertei o item a da primeira questão.
- Quantas questões tinha a prova?
- 10.
- Toca ai, nós estamos feitas.
- Eu sinto saudades daquele tempo. Daquelas horas que conversávamos sobre o nada a achávamos que a vida era dura. Sinto falta do nível mais baixo de responsabilidade que se pode ter. Sinto falta da sua gargalhada quando fazíamos alguma coisa errada ou quando surgia uma briga idiota por causa de trabalho bobo. Sinto falta daquele "gostar" inocente, aquilo era o máximo que sentíamos pelos garotos. Eu sinto falta de sair a noite, sentar na calçada e ficar comentando sobre as pessoas na rua. - e olhou para a amiga que estava com os olhos cheios d'água.
- Eu também sinto falta. Aquele povo lá do serviço só serve pra falar mal dos que estão trabalhando. É um querendo derrubar o outro, querendo tomar o cargo do outro. Nenhum sinal de harmonia. É tenso.
- Mas agora é vida nova ne?! Nada de tempo pra conversar sobre o nada. Agora é "ralar" de segunda a sexta, das 7:30 da manhã ás 00:00. Sábado? Apenas para estudar as matérias da faculdade. E se sobrar alguns minutinhos, quem sabe pausa para descanso!
- Mas você sabe... eu guardo as nossas conversas comigo, guardo tudo. Desde nossos momentos de depressão aos de maior euforia! E eu vou lembrar pra sempre que eu sempre tinha seu ombro em todos esses momentos.
- Ah é, pilantra? Que eu saiba você sempre teve muito mais que meu ombro. Teve meu abraço, meu alento e até minhas roupas! - E ficaram ali, sentadas na praça, rindo e lembrando de todas aquelas situações que haviam passado juntas.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Chuva
Talvez eu seja uma egoísta mimada que só pensa no próprio mundo, no que quer fazer e no que não quer que aconteça. Mas se eu não souber dar conta de mim mesma, como poderei dizer ou querer qualquer outra coisa fora de mim? Ainda tenho que fazer muita coisa, mas antes preciso me convencer daquilo que quero dizer ao mundo.
A chuva cai forte e eu consigo me sentir atraída por ela. Me causa medo, ao mesmo tempo que me é tentadora. É irresistível a vontade de fazer parte dela. Os relâmpagos me dizem algo que eu preciso ouvir, mas não consigo entender.
Enfim, eu aqui assistindo a tudo isso acontecer, a chuva chover, o vento soprar...e eu olhando como boa espectadora que sou. Então, já que não posso fazer parte disso, o único jeito de atuar é em mim mesma. A única coisa da qual faço parte realmente.
Entretanto, Eu não sou totalmente minha. Um dia meu corpo se calará, perderá meus movimentos, se cegará. Assim, eu não terei mais espaço delimitado. Culminarei enfim, engolindo minha existência.
Mas antes ainda há muito para fazer, me curar das doenças que mais repudio, negar aquilo que sou e me convencer daquilo que defendo.
Então, quando os meus atos condizerem com meus pesamentos, ai sim serei livre.
Livre para tentar mudar o mundo, pois a mim já terei mudado.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Sobre mim
Perdida no tempo, sem noção de espaço ou de qualquer outra coisa.
Já não me lembro mais que dia é hoje. O ontem parece tão distante e o amanhã, aparenta não querer chegar. Não sei mais porque estou aqui, não sinto mais meus pés no chão. Olho ao meu redor e não vejo nada além da poeira que o vento levantou. Os escombros revelam que uma grande tristeza se abateu sobre esse lugar, sobre mim. Aquela velha música ainda soa suavemente aos meus ouvidos e tudo aquilo que faz parte de mim já não faz mais sentido.
Meus pés estão cansados de tanto andar, de procurar algo significativo. Não vejo mais motivo para continuar aqui. Não sinto nada, não vejo nada, não quero nada.
Não sei se tudo isso é a existência de um lugar vazio ao meu lado, se é perda daquilo que se guardava. Eu não sei. Talvez a dor tenha sido tão forte, que me fez esquecer. Esquecer do ontem, do hoje e do que mais estiver por vir.
Nada faz sentido, nada. Aquelas coisas que me constituíam hoje estão em pedaços. E olhar para esses cacos dói. Dói porque a única lembrança que tenho de mim mesma é a imagem do meu rosto refletida no espelho. Esqueci meu nome, quem eu sou.
E sobre mim, a única coisa que consigo saber é que estou perdida no tempo e para onde eu olho, tudo que vejo é a poeira que o vento levantou.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Clarisse
E ali estava ela forte e delicada, mesmo depois de tudo que lhe acontecera. Estava ali, naquela velha casa, sentada perante sua janela preferida e observando através desta, o doce balançar das folhas das árvores. Por algum motivo, aquela cena sempre lhe chamara atenção, desde quando ainda era um bebê. E como era de se esperar, as coisas não mudaram muito desde aquela época. Ela sempre soube que entender a vida seria uma coisa tão simples e tão valiosa, que as pessoas jamais poderiam notar. Sim, pois estaria tão óbvio para elas que jamais desconfiariam. E assim, passariam pela vida sem ao menos ter parado para observar o doce balançar das folhas das árvores.
Depois daquele acontecimento de tanto impacto em sua vida, ela sabia que as pessoas a tratariam de modo diferente. Talvez por sua atitude, talvez pela gravidade do fato. Ou talvez por não desconfiarem do que se tratava propriamente. Mas ela sabia, no seu íntimo, que a ideia das outras pessoas não tinha a menor importância. Ela tinha coisas mais importantes para se preocupar naquele momento.
Que era especial, poucos sabiam. Não por ser melhor que alguém, mas por saber observar. Coisa que grande parte das pessoas não sabia. E observar ela sabia muito bem. Foi observando que conseguiu entender desde as coisas mais simples até as mais complicadas. Foi observando que compreendeu que para entender o complicado, é preciso apenas entender o simples.
E o simples naquele momento era o doce balançar das folhas das árvores. E o complicado, a vida. Naqueles traços da antiga casa, ela pôde se lembrar de muita coisa. De que não adianta cair numa hora tão decisiva, afinal os segundos seguintes servirão apenas para reerguer. E muito provavelmente não haverá ninguém para ajudar. Como não havia naquele momento.
O cantar dos pássaros, o soprar do vento, aquele sentimento que insistia em estufar- lhe o peito só indicavam uma coisa. E ela sabia o que era. Tinha de levantar, de seguir em frente, mas sem esquecer a leveza no modo de ver as coisas, de olhar para o mundo, para o outro e para ela mesma.
Partindo de si mesmo era possível entender o universo, e ela sentia isso. E sentada ali, perante sua janela preferida, pensou em tudo, na vida que levara até ali, nos acontecimentos recentes. Mas pensou, principalmente, sobre o doce balançar das folhas das árvores.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ímprobo
Sinto muito lhe dizer, mas te amo
Amor doce, inconsequente, quente.
Como posso te abandonar
Se só em ti tenho um lar?
Não sei se sou para você
O que és para mim,
Mas não importa,
O tempo dirá.
Capaz de pôr a mesa, desejar bom dia
Me fazer a mais feliz
Mas também, num golpe súbito
Conhecer o calor do inferno.
Teces tuas palavras em meu ouvido
Toma-me em seus braços.
Eu sei, sou sua
E não há como fugir.
Teu calor, teu gosto e teu cheiro
Inconsequente, inconsciente, ímprobo.
Meu coração é seu
Seu coração é meu.
Amor doce, inconsequente, quente.
Como posso te abandonar
Se só em ti tenho um lar?
Não sei se sou para você
O que és para mim,
Mas não importa,
O tempo dirá.
Capaz de pôr a mesa, desejar bom dia
Me fazer a mais feliz
Mas também, num golpe súbito
Conhecer o calor do inferno.
Teces tuas palavras em meu ouvido
Toma-me em seus braços.
Eu sei, sou sua
E não há como fugir.
Teu calor, teu gosto e teu cheiro
Inconsequente, inconsciente, ímprobo.
Meu coração é seu
Seu coração é meu.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
A casa dos espelhos
Não sei porque te dei esse nome, só sei que lhe caiu tão bem, que nem convém pensar no seu significado. Lembra quando nos conhecemos? Eu nem sabia direito qual era seu nome, tão pouco quem você era. Mas te quis. Sei que no começo preferia outro alguém e logo depois descobri que ninguém se compara a você. Lutei e consegui. Foi como num golpe de sorte. E foi incrível. Fui te descobrindo pouco a pouco. Ai conheci aqueles que chamaria de amigos. Ai você foi se tornando minha vida. O quanto eu me dediquei, o quento eu lutei. E como num passe de mágica, você, incrivelmente, foi me mostrando imagens que faziam parte de outras almas, mas também faziam parte da minha. Como eu te amei, como eu te amo. Nas suas paredes está minha história contada por você mesmo. Foi pra você que eu corri quando eu não tinha casa. Enfim, obrigada. Eu jamais vou te esquecer. Você está em mim como uma tatuagem.
COLTEC UFMG.
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