terça-feira, 21 de junho de 2011

Versão Original

Há tanto para se dizer, há tanto para se descobrir!

Eu não quero muito, quero apenas o melhor que eu posso ser.
Quero isso de mim e de você.
Dedicarei-me a você e a mim mesma.
Farei de mim a melhor forma, o melhor retrato. 
Escolherei, dentre tantas que sou, a que sou melhor.
Melhor para mim, melhor para você. Merecemos isso, não é mesmo?

Quero ser rica, quero ter sucesso, quero ter um corpo digno, quero ser a melhor. É pecado?

Quero ser rica espiritualmente, ter a humildade de reconhecer tamanha pequenez. Ora, serei rica quando conseguir aceitar minha pobreza.
Quero ter sucesso quando tentar conversar comigo mesma, quero minha atenção, quero todos os meus olhares voltados para mim. Só assim estarei livre para perceber todas as minhas limitações.
Quero ter um corpo digno. Sei que possuo meu  corpo, mas meu corpo não me possui. Não sou apenas esta carne regada a sangue. Sou mais que isso, não tenho definição.
Quero ser a melhor de mim, minha melhor versão.

Sem nexo, sem começo e fim.
Assim como esse texto.

sábado, 18 de junho de 2011

...

Talvez renascer seja bom. É isso que eu espero.
Estranho tentar se conformar que as coisas podem não acontecer de acordo com o desejo de cada dia.
Mesmo assim continuarei desejando, nadando contra a maré, como eu  sempre fiz.
É mais emocionante, mas não é por isso que nado contra a correnteza. É porque sou assim e, na maioria das vezes, meu desejo não vai de encontro á realidade. Não importa, continuo vivendo.
Essa força da qual sou feita já me levou a muitos lugares, mas um, em especial, se mostrou minha essência. Não me prendo a esse lugar, pelo menos não pretendo me prender, mas sei que no fim é para lá que meus pés me guiarão.
Imã? talvez. Talvez esse lugar que me refiro não seja exatamente um lugar. Mas sabe como me reconhecer. Talvez porque seu refúgio seja meu peito.
Do futuro, mais uma vez, não posso esperar nada. Não posso afirmar nada. Mas agora, neste momento, é eterno, é pra sempre. É  a minha alma escapando do meu corpo simplesmente porque para ela não existe espaço definido para existir. Me despedaço no infinito, em pequenos cacos de sentimentos.
Me reconstruirei na hora certa, Ajuda.
Me reencontro aos poucos quando me procuro em você.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Lucidez Insana

O que faço eu nesse mundo de insanos?
O que quero eu com tamanha lucidez?
Não importa, pois se minha lucidez é fruto de uma sanidade perdida
Num caminho sem volta, numa esquina...

Sozinha, entorpecida de seriedade.
Perdida em labirintos que a mente planejou com excelência.
Enganada por mim.
Traída pelo meu eu.


Enquanto pessoas fingem que estão bem
Que se gostam, se lambem.
Uma falsidade vinda do medo da solidão.
Do se conhecer.

Enquanto elas mentem dizendo estar tudo bem
Eu sucumbo à minha lucidez insana
Me aceito, me descubro.
Louca.

O que faço eu nesse mundo de insanos?
O que quero eu com tamanha lucidez?
Não importa, pois se minha lucidez é fruto de uma sanidade perdida
Num caminho sem volta, numa esquina...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Morda X Vite

Dizem que viver é morrer um pouco a cada dia.

Assim fica difícil encarar as coisas.

O único jeito é querer continuar morrendo por muito tempo.

sábado, 14 de maio de 2011

Sentimentos

A tristeza traz o frio. Aquela melancolia enorme em que eu fico mergulhada me traz o inverno. Não que esta estação do ano seja ruim, mas apenas requer um cobertor e, de preferência, um colo. A tristeza também é assim. Chega calada e toma o meu ser. Me domina de um jeito que eu não consigo me conter. Me entrego ao sentimento de um jeito que eu não me entrego a nada. Sinto tão profundo que a dor se torna física. Não me importa se isso é coisa de gente que não é evoluída. Eu quero sentir e vou sentir. Para mim a vida não tem sentido sem sentimentos, então vou sentir os meus com a maior intensidade possível, vou ser os sentimentos sem pensar em nada. Apenas sentir. O  meu grande defeito é que eu tenho o coração no lugar da cabeça. Mas isso também não importa. Levo minha vida do jeito que acho q ela fará algum sentido. E sentido para mim meu caro, é sentimento.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Selvageria

O mundo vai caminhando, só não se sabe para onde...
Tenho a impressão de que estamos deixando de ser humanos para ser animais. Animais que vivem numa atividade predatória, querendo matar e dilacerar uns aos outros.
Povos vibram pela morte de um homem que planejou um atentado que matou dezenas de pessoas. Torcedores brigam entre si sem nem saber o motivo: começa uma verdadeira guerra. Apenas se vê um bando de gente batendo e machucando como animais em atividade de caça.
Jovens viciados que se perdem nas esquinas da vida tentando achar a família que não têm.
Quanto mais sangue derramado, melhor. Quanto mais guerra, melhor.
Bandidos matam por dinheiro. Policiais se corrompem e desrespeitam as pessoas "civilizadas".
Qual é o seu preço? 3 mil reais, ou você está em liquidação? Vendi minha alma ao acaso e ele não me pagou...
E ainda eles têm a ousadia de dizer que o inferno é constituído por capetas de chifres vermelhos e forcados em suas mãos. Eu discordo. Os capetas são mais bonitos do que ilustra esta teoria e o inferno é aqui e agora.
Loucura.
Prefiro acreditar que tudo isso que está acontecendo é anormal e que um dia, se trabalharmos duro, conseguiremos mudar esta realidade.
É uma sensação estranha de que enlouquecemos, esquecemos que podemos pensar, ser racionais.
Selvageria.
O nosso mundo tem um tumor no coração e se não tratado às pressas, morrerá daqui a pouco tempo.

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa

Mesmo sem fazer jejum nem quarentena, a Páscoa aconteceu de um jeito que não esperava.



Dentre tantas coisas que o dia apresenta hoje, uma delas me chama atenção. Como pode existir um ser tão pequeno e tão limitado e ao mesmo tempo ser o ser mais complexo e imenso? Não sei, mas eu sou esse ser. Há algum tempo parei para pensar nas pessoas, sobre elas. Sem dúvida, a vida mais completa e mais bonita criada por Deus. É também a mais mesquinha, dotada de uma pequenez incrível. Sou muito mais do que eu mesma posso imaginar e dizer. Sou como o mar, uma imensidão que talvez eu nunca conhecerei por completo. Talvez não seja capaz de mergulhar em mim mesma e descobrir os meus mais profundos segredos. Eu sou infinita e limitada dentro de mim.


Também hoje pude perceber o mal que existe em  mim. Ingrata, ridícula e limitada. Pequena, mesquinha e injusta. Todos por mim e eu por ninguém. Do que vale tudo que tenho se não sei reconhecer tudo que preciso ser? É muito mais que um chocolate ou um ovo de Páscoa. Falo da bondade, do perdão, da atitude nobre. De querer o bem mais que tudo.  De tudo que são para mim e de tudo que não sou para ninguém.
Pobre, pobre por achar que faço alguma coisa de útil, de bom.
Agora vejo o quanto sou puxada para trás quando acredito em verdades ignorantes.

Hoje, uma das páscoas que mais valeu à penas viver. Sim, apenas por ter tido esse sentimento. A percepção de que o mundo continua sem mim, mas eu não continuo sem o mundo, seja este qual for.